top of page

Quase 38 mil brasileiros esperam por uma córnea: uma conversa em família pode mudar vidas

Foto do escritor: Roberta Caparroz
Roberta Caparroz
há 6 dias
3 min de leitura

Foto: Edu Kapps/SMS


A fila para transplante cresceu 15% nos últimos 6 meses. Em setembro, mês de conscientização sobre a doação de órgãos, especialistas reforçam a importância de comunicar à família o desejo de ser doador.

Enquanto você lê esta matéria, milhares de brasileiros aguardam por uma oportunidade de voltar a enxergar melhor. Atualmente, 37.719 pessoas estão na fila para receber um transplante de córnea no Brasil, segundo dados divulgados pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). Em dezembro de 2025, eram 32.639 pacientes — um crescimento de aproximadamente 15%.

O aumento chama a atenção porque o país também vem realizando um número recorde de procedimentos. Em 2025 foram feitos 17.790 transplantes de córnea, o maior número registrado até então. Mesmo assim, a entrada de novos pacientes na fila continua acontecendo em ritmo elevado.

Hoje, o tempo médio de espera pelo procedimento no Brasil chega a cerca de 370 dias. Há dez anos, essa espera era de aproximadamente 174 dias.


São Paulo concentra a maior fila

O assunto também merece atenção dos moradores do Jardim Leonor e de toda a região. São Paulo é o estado com o maior número absoluto de pessoas aguardando por uma córnea: eram 7.505 pacientes ativos na lista em dezembro de 2025.

Entre as pessoas que aguardam pelo transplante no país, 56% são mulheres e quase metade — 47% — tem 65 anos ou mais. A fila também inclui crianças e adolescentes: são 753 pacientes nessa faixa etária, segundo os dados divulgados pelo CBO.


Quando um transplante de córnea é necessário?

A córnea é o tecido transparente localizado na parte da frente do olho e fundamental para a visão. Algumas doenças e situações podem provocar danos graves, entre elas ceratocone, infecções, úlceras, traumas, distrofias e degenerações da córnea.

O Ministério da Saúde explica que o transplante pode ser indicado quando outros tratamentos já não conseguem recuperar adequadamente a córnea e a cirurgia passa a representar uma possibilidade de melhorar ou recuperar a visão.


Quero ser doador. O que preciso fazer?

Esse talvez seja o ponto mais importante desta matéria: converse com sua família.

No Brasil, a doação de órgãos e tecidos após a morte depende da autorização familiar. Não é necessário fazer cadastro ou registrar a decisão em cartório. Por isso, comunicar aos familiares que você deseja ser doador é fundamental para que sua vontade seja conhecida e possa ser respeitada.

Até mesmo pessoas que utilizam óculos ou lentes de contato, ou que tenham miopia, hipermetropia ou astigmatismo, podem ser potenciais doadoras de tecidos oculares. A avaliação sobre a possibilidade efetiva da doação é feita pelas equipes responsáveis.

A doação não gera nenhum custo para a família do doador.


Setembro Verde: mês para falar sobre doação

Setembro é conhecido como Setembro Verde, período dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos. No dia 27 de setembro é celebrado o Dia Nacional da Doação de Órgãos, instituído pela Lei nº 11.584/2007.

Mais do que uma campanha, a data é um convite para uma conversa simples dentro de casa.

Você já contou à sua família que gostaria de ser doador?

Uma decisão conhecida hoje pode, no futuro, representar a oportunidade de outra pessoa recuperar a visão e retomar sua independência e qualidade de vida.

Fale sobre doação. Compartilhe sua vontade com sua família.


Fontes: Jornal de Itatiba; Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO); Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO); Sistema Nacional de Transplantes e Ministério da Saúde. 


Anúncio Padaria Vivendas.jpeg
Anúncio Excelência Alumínio.jpeg
Anúncio Axis.jpeg
Anúncio Farmácia das Graças.jpeg
bottom of page