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BLUE ZONES - Onde viver mais também pode significar viver melhor

Foto do escritor: Caroline Ikier
Caroline Ikier
há 6 dias
3 min de leitura

Atualizado: há 5 dias

As Zonas Azuis ficaram conhecidas mundialmente por abrigarem altas concentrações de superidosos. Foto: Unsplash - Arquivo CNN Brasil
As Zonas Azuis ficaram conhecidas mundialmente por abrigarem altas concentrações de superidosos. Foto: Unsplash - Arquivo CNN Brasil

Cinco regiões do mundo chamaram a atenção dos pesquisadores pela quantidade de pessoas que chegam a viver entre 90 e 100 anos com boa qualidade de vida. O que elas têm em comum?


Blue Zones, ou Zonas Azuis, é o nome dado a cinco regiões identificadas por pesquisadores por apresentarem uma concentração excepcional de pessoas longevas e, em muitos casos, com boa qualidade de vida na velhice.


O conceito foi popularizado pelo pesquisador e jornalista Dan Buettner, em parceria com cientistas e a National Geographic. As pesquisas buscaram entender não apenas quanto essas pessoas vivem, mas principalmente como vivem.


As cinco Zonas Azuis originais são:

REGIÃO

PAÍS

DESTAQUE

Okinawa

Japão

Longevidade, especialmente entre mulheres

Icária

Grécia

Vida tranquila e fortes relações sociais

Sardenha

Itália

Grande concentração de homens centenários

Nicoya

Costa Rica

Longevidade e fortes vínculos familiares

Loma Linda

EUA

Comunidade adventista e hábitos saudáveis

Apesar das diferenças culturais e geográficas, os pesquisadores encontraram nove características que se repetem nessas comunidades. Elas ficaram conhecidas como Power 9.


POWER 9: O QUE ELAS TÊM EM COMUM?


1. MOVIMENTO NATURAL

O exercício faz parte da rotina. Caminhar, cuidar do jardim, subir escadas e realizar tarefas domésticas mantêm o corpo ativo ao longo do dia.


2. PROPÓSITO

Ter uma razão para acordar pela manhã, seja um trabalho, projeto, família, atividade ou qualquer outro objetivo, dá sentido à vida. Em Okinawa, essa ideia é conhecida como ikigai.


3. DESACELERAR

As pessoas dessas regiões também enfrentam estresse, mas possuem rituais para aliviar a tensão: descanso, oração, convivência, sesta ou momentos de reflexão.


4. COMER COM MODERAÇÃO

Em Okinawa, o princípio hara hachi bu incentiva parar de comer antes de ficar completamente satisfeito. A atenção aos sinais de fome e saciedade ajuda a evitar excessos.


5. MAIS VEGETAIS NO PRATO

Feijões, lentilhas, verduras, legumes, frutas e grãos aparecem com frequência na alimentação tradicional. Alimentos de origem vegetal ocupam papel central.


6. CONVIVÊNCIA

Em algumas regiões, o vinho faz parte da cultura e das refeições, sempre associado à moderação. Mas o álcool não é necessário para uma vida saudável. O ponto mais importante é o hábito de compartilhar momentos e refeições.


7. PERTENCIMENTO

Grande parte dos centenários estudados participava de comunidades religiosas ou grupos de fé. Mais do que a religião em si, destaca-se a importância de pertencer a um grupo.


8. FAMÍLIA EM PRIMEIRO LUGAR

Os laços entre pais, filhos, avós e netos são valorizados. A proximidade familiar oferece apoio, companhia e sensação de pertencimento.


9. A “TRIBO” CERTA

Amigos e pessoas próximas influenciam nossos hábitos e comportamentos. Em Okinawa, os moais são grupos de amigos que oferecem apoio mútuo ao longo da vida.


E O QUE ISSO TEM A VER COM A NOSSA VIDA?


Não existe uma fórmula que garanta chegar aos 100 anos. Longevidade depende de genética, condições sociais, ambiente, acesso à saúde e muitos outros fatores.

Mas as Zonas Azuis mostram algo interessante: comunidades muito diferentes compartilham hábitos semelhantes. E muitos deles podem ser incorporados à nossa rotina.


7 IDEIAS PARA COMEÇAR HOJE


MOVIMENTE-SE. Caminhe, cuide do jardim, suba escadas e reduza o tempo sentado.


COMA MELHOR. Coloque mais verduras, legumes, frutas, feijão e outros alimentos naturais no prato.


TENHA UM PROPÓSITO. Mantenha projetos, interesses e atividades que deem significado aos seus dias.


DESACELERE. Reserve alguns minutos diariamente para descansar, respirar e se desconectar.


CULTIVE A FAMÍLIA. Crie momentos de convivência entre filhos, pais, avós e netos.


CUIDE DAS AMIZADES. Ligue para aquele amigo, marque um café, participe de atividades do bairro.


FAÇA PARTE DA COMUNIDADE. Ensine, ajude, participe e mantenha-se conectado às pessoas ao seu redor.


TALVEZ O SEGREDO NÃO SEJA VIVER MAIS


Talvez seja viver melhor durante os anos que temos.


As pesquisas sobre as Zonas Azuis não prometem uma receita para a longevidade. Elas nos mostram que envelhecer bem pode estar relacionado não apenas ao que colocamos no prato ou ao exercício que fazemos, mas também à maneira como organizamos nossa vida.


Movimento, alimentação equilibrada, propósito, descanso, família, amigos e comunidade.


São escolhas simples, que podem começar em qualquer idade.


Porque talvez uma vida longa seja construída justamente assim: um bom hábito de cada vez.


PARA SABER MAIS

Documentário: Como Viver até os 100: Os Segredos das Zonas Azuis — Netflix.


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